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Análise: O Médico que não sabia fazer Bilu-bilu

Este pequeno livro chegou até mim em um grupo de WhatsApp, colocado por uma das participantes de um grupo de estudos que coordeno.

Achei a história um barato!

A situação de adoecimento já implica a fragilização do sujeito, uma ruptura vivencial, uma crise do sentido (não por acaso, quando procuro ajuda médica, chego em alguém que nunca vi na vida e digo: “doutor, por favor, me diga o que EU tenho”… Se admito que alguém que me desconhece por completo talvez seja capaz de saber mais daquilo que estou passando do que eu mesmo, fica claro que algo em mim perdeu o sentido…).

Essa fragilidade nos leva ao assujeitamento: perdemos a posse plena de quem somos, precisamos de outrem para nos referir e nos recolocar “no eixo”.

Em situações de internação, por exemplo, perdemos nossas roupas, vestimos uniformes, não podemos carregar conosco objetos de que gostamos, somos numerados conforme um prontuário.

Por isso, o cuidado clínico deve ser extremamente cuidadoso, respeitoso. Deve olhar ao máximo o sujeito, e não sua doença. Porque adoecer, em si, já precariza minha singularidade enquanto sujeito. Qualquer olhar “genérico”, qualquer comentário que não considere meu “eu”, só piora minha fragilidade, meu assujeitamento, e a própria crise do sentido que instalou a doença.

 

Acesse o livro AQUI!

 

Prof. Rodrigo Giannangelo | CRP 06/56201-2

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