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INSEGURANÇA, IMPOTÊNCIA, MEDO: você sentiu uma dessas coisas ultimamente? Como lidar?

O atendimento psicológico online tem sido uma saída bastante efetiva para as normas de distanciamento social impostas pela pandemia do novo Corona vírus.

O uso de ferramentas online é estudado e regrado pelo Conselho Federal de Psicologia há alguns anos, mas nunca se imaginou que hoje o teríamos quase como única possibilidade de atuação profissional.

Tenho percebido que nós, psicólogos, estamos atravessando simultaneamente dois desafios: além da necessária adaptação à relação terapêutica mediada pela tecnologia, a busca por compreender as novas queixas e demandas geradas pelo contexto da pandemia.

Em outros textos, já abordei a ansiedade como uma das grandes “vilãs” do bem-estar psíquico de pacientes confinados em suas casas. Mas crises de ansiedade e pânico não são as únicas formas de expressão desse mal-estar.

Em muitas pessoas, as restrições ao livre ir e vir, a perda do trabalho, o tédio e a incerteza têm se aliado a características de personalidade pré-existentes para criar quadros bastante importantes de insegurança, sensação de impotência e medo.

Para esses pacientes, minha experiência clínica tem mostrado que certas situações funcionam como “gatilho” para essas sensações negativas. Quando consegue evitá-las, o paciente tem uma melhora substancial de sua condição. Quando se expõe a elas, por outro lado, vivencia uma deterioração do seu estado emocional.

Neste ponto, seria simples dizer então que basta que o paciente evite seus gatilhos.

Não que isso esteja incorreto. Mas é preciso dizer que, muitas vezes, também é compreensível que o paciente se exponha a seus gatilhos. Embora saiba que lhe fazem mal, algumas destas situações geradoras de ansiedade e insegurança também são sedutoras, pois aparentemente prometem um alívio dos sintomas.

Explico melhor.

Assistir a todos os noticiários, saber todos os números, conhecer todas as medidas governamentais, indignar-se, colocar-se ao lado das autoridades sanitárias e da ciência, tudo isso pode significar a tentativa de retomar algum controle sobre a situação de vida em que nos encontramos, controle este que há muito se foi…

Como se, ao inteirarmo-nos de tudo o que está acontecendo, estivéssemos exercendo poder sobre esta realidade, aliviando nosso profundo sentimento de impotência diante de um quadro obviamente acima do alcance de qualquer um de nós (e da própria humanidade, em última análise).

Mas, depois de se expor a esta overdose de informações, o que acontece na prática é o contrário: o estresse e a impotência só se agravam.

COMO LIDAR

O que vou dizer pode parecer estranho, mas é um importante exercício…

Permita-se sentir-se impotente.

Estamos atravessando uma crise sanitária de dimensão planetária.

A alçada individual não é páreo para a grandiosidade do evento que estamos presenciando.

É natural e esperado que, neste momento, você esteja mais frágil. E tudo bem sentir-se assim.

Desde o início do distanciamento, você provavelmente mudou sua rotina em vários aspectos – há quem tenha desenvolvido o gosto por cozinhar, há quem tenha descoberto como se exercitar em casa, há os desafios do home office e do home schooling das crianças, as compras de mercado feitas pela internet etc. Agora, talvez seja o momento de dar mais um passo, dessa vez em nome da sua saúde mental.

Evite situações que podem disparar medo, ansiedade e insegurança. Cada um conhece melhor seus gatilhos: certos noticiários, alguns grupos de WhatsApp, redes sociais, sair de casa (mesmo tomando os cuidados recomendados) etc.

Uma boa maneira de preservar seu bem-estar e sua saúde psíquica é admitir sua fragilidade e não se expor àquilo que potencialmente irá lhe fazer mal. Assim, vai ficar mais fácil esperar que tudo passe.

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Psicólogo Prof. Rodrigo Giannangelo
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