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O SIGNIFICADO DAS MÁSCARAS VAI MUDAR. ESTAMOS PREPARADOS?

Em que contextos a humanidade já utilizou máscaras?

No antigo teatro grego, as máscaras eram usadas para ressaltar as emoções que os atores desejavam expressar. Como as apresentações ocorriam em lugares com plateias muito grandes, esse artifício ajudava os espectadores mais distantes do palco a compreender a trama.

Rituais místicos e religiosos de civilizações antigas e atuais implicam a utilização de máscaras. Nestas cerimônias, ao vestir a máscara, o membro do grupo sai de cena, em sua individualidade, e permite a chegada de personagens espirituais, como guias, deuses e antepassados, que falam através dele (e da máscara).

No carnaval e em outras festas temáticas, máscaras abrem a possibilidade do anonimato, preservando a identidade do sujeito que cometer qualquer abuso / deslize. Nesse sentido, permitem uma fruição mais livre, desregrada, relativamente alheia às amarras das convenções sociais.

Exatamente por permitir o anonimato e dificultar responsabilizações, a máscara também pode ser vista como perigo (há assaltantes que vestem máscaras para não serem reconhecidos durante os crimes).

A palavra máscara também é usada para se referir a uma característica humana abstrata. Quando se diz que Fulano é “mascarado”, ou que “caiu a máscara” de Beltrano, compreende-se que determinado sujeito não está sendo autêntico.

As máscaras em nosso desafio atual

Atualmente, o mundo todo está envolvido com o uso, obrigatório ou recomendado, de máscaras. O significado destas, porém, é novo para a maioria de nós. Máscara hoje (e daqui por diante, por não se sabe quanto tempo) significa proteção.

O que talvez mais chame a atenção, além da novidade, é que o sentido da proteção trazida pela máscara não diz respeito apenas ao sujeito que a veste. Ao contrário, se utilizada por muito tempo, de forma ininterrupta, uma máscara úmida pode se tornar ambiente propício ao desenvolvimento de microrganismos potencialmente nocivos.

Aqui, a função primordial da máscara é proteger o outro de algo que esteja em mim.

Em outras palavras, temos diante de nós o desafio de aprender a conviver com essa peça de vestuário (um tanto incômoda, diga-se de passagem) não porque ela me protege diretamente, mas porque essa atitude faz parte de um pacto social no qual um protege o outro.

Será interessante acompanhar como nossa sociedade egoísta e individualista se sairá nesta tarefa!

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Psicólogo Msc. Rodrigo Giannangelo
CRP 06/56201-2

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