mulher deprimida
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SINTOMAS FÍSICOS PODEM COMPLICAR DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO

15,5% das pessoas terão depressão em algum momento de suas vidas

Segundo dados do Ministério da Saúde, 15,5% das pessoas terão depressão em algum momento de suas vidas no Brasil.

A OMS estima que ela seja o principal transtorno (considerando psíquicos e físicos) quando se leva em conta o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida.

Como em outras doenças, o diagnóstico precoce aumenta as chances e diminui o tempo de reabilitação. Para isso, é preciso que o paciente procure um profissional da saúde mental logo aos primeiros sintomas.

O intuito desse texto é alertar pacientes e profissionais para a ocorrência de dois sintomas que podem complicar o diagnóstico de depressão. O motivo é simples: ambos são manifestações clássicas da doença, mas podem estar presentes em outros quadros sem qualquer relação com ela.

Se não forem considerados os contextos em que estes sintomas aparecem, numa análise global da saúde do paciente, podem acontecer diagnósticos precipitados ou imprecisos.

Vamos a eles:


1. EXCESSO DE SONO / SONOLÊNCIA:

A sonolência pode ter diversas causas

O paciente relata ao profissional que tem dificuldade para levantar da cama. Mesmo dormindo um número grande de horas, acorda sem disposição, sonolento, sem vontade de fazer nada.

Ao invés de ser listado imediatamente como sintoma depressivo, o sono precisa ser melhor investigado.

São várias as situações que podem causar excesso de sono, sem que a depressão esteja presente. Cito algumas abaixo.

– Insônia provoca dificuldade ao acordar e sonolência durante o dia. E não necessariamente está ligada à depressão.

A pessoa pode estar ansiosa por conta de um compromisso futuro, ou estressada por uma situação traumática. Nas mulheres, alterações hormonais típicas do ciclo menstrual ou da menopausa também podem levar à insônia.

– Ronco e/ou Apneia do sono

Deitar-se ao lado de um parceiro que ronca pode não só atrapalhar o sono, como também torna-lo mais superficial.

Por outro lado, para quem ronca, o ruído pode estar acompanhado da apneia do sono, caracterizada por interrupções periódicas na respiração, que fazem a pessoa despertar.

Ou seja, ronco e/ou apneia do sono podem fazer ambos parceiros dormirem mal…

– Falta de nutrientes

A carência de algumas vitaminas (como D e B12) ou de Ferro pode provocar uma sensação constante de fraqueza e desânimo, que, na consulta de avaliação com o profissional da saúde, por vezes o paciente relata como sonolência.

– Uso de medicamentos e outras substâncias

Cafeína, álcool, tabaco e certos medicamentos, como estimulantes e remédios para pressão, afetam a qualidade do sono.

Pacientes que estão tentando parar de fumar podem ter insônia temporária.

– Telas

Computadores, TV’s, smartphones e tablets são dispositivos cuja utilização resulta em excesso de estímulos cerebrais. Seu uso, nas horas que antecedem o adormecer, pode impedir o sono.

– Atividade física

Exercício físico intenso, praticado poucas horas antes de dormir, traz insônia a muitas pessoas.


2. DOR

Dores constantes deterioram o humor

Dependendo da intensidade e da duração da dor, ela pode ser motivo de irritação, desânimo, e até vontade de “sumir”.

Algumas dores, mesmo que intensas, são resolvidas rapidamente, e não têm consequências a longo prazo no bem-estar da pessoa.

Porém, alguns quadros geram dores crônicas, como artrite, fibromialgia e outras síndromes dolorosas. Nestes casos, mesmo que a dor não seja tão forte, ela vai deteriorando aos poucos o humor, tornando-se, cada vez mais, fonte de irritação, nervosismo e falta de vontade de fazer qualquer coisa.

A constância da dor é algo terrível, que apenas quem vive é capaz de compreender. O estado de ânimo da pessoa é tal que o aparecimento de sintomas depressivos é comum.

No entanto, a importância desses sintomas no diagnóstico da depressão deve ser avaliada cuidadosamente pelo profissional da saúde mental, uma vez que, tratado o problema físico, e aliviada a dor, tais sintomas costumam desaparecer por completo.


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Psicólogo Msc. Rodrigo Giannangelo
CRP 06/56201-2

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