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CÉREBRO E CORAÇÃO: TERAPIA DE CASAIS PARA CASOS DIFÍCEIS

Somos um caso à parte na natureza.

Referimo-nos a nós mesmos como indivíduos, palavra cujo significado é “aquilo que não pode ser dividido”.

É aparentemente óbvio: cada um de nós é uma pessoa só.

No entanto, quando nos vemos diante de uma encruzilhada de caminhos, frequentemente sentimos emergir dentro de nós forças antagônicas, que nos aconselham e impulsionam a decisões diferentes.

“Vá por ali, é seu sonho”. “Não! Vire acolá, é mais seguro”. “Melhor por lá, sua mãe ficará feliz”. E assim por diante.

Razão e emoção, desejo e realidade, “anjinho” e “diabinho”, ego, id e superego, são alguns dos nomes dados a essas partes de nós, divisões do indivisível.

Sem enveredar por descrições psicológicas e filosóficas, que aqui apenas dificultariam a compreensão, podemos reafirmar, grosso modo, que a condição humana é exclusiva no mundo – ao mesmo tempo, singular E plural, única E múltipla.

Em uma frase: os humanos são seres únicos que têm como tarefa administrar a multiplicidade que são.

Confuso? Talvez…

De uma maneira mais fácil: conforme vamos vivendo, descobrimos muitos modos de ser, desejos, regras etc. Essas “coisas” chegam até nós por meio de nossos pais e cuidadores, parentes, amigos, escola, TV, internet…

A maioria dessas “coisas” apenas passa por nós, sem provocar grandes modificações.

Algumas delas, contudo, por motivos que não vêm ao caso agora, nos marcam de maneira especial, modificando nosso jeito de ser. Como diz a psicodinâmica, nós introjetamos essas “coisas”, e elas passam a fazer parte de nós.

Com o passar dos anos, vamos sendo povoados por muitas “coisas” diferentes, que podem ou não ser integradas a nosso ser.

Ao serem integradas, essas “coisas” permitem que continuemos a funcionar como pessoas únicas – indivíduos. Ocorre que, muitas vezes, essa integração não acontece, e as “coisas” introjetadas ficam vivendo em nós meio soltas, heterogêneas, como uma massa de bolo que não foi bem misturada, e ainda permite ver os grumos de farinha ou pedaços de margarina.

Essas entidades não integradas a nosso ser podem permanecer como corpos estranhos em nós a vida toda. As consequências são graves – pessoas que não conseguem fazer escolhas, ou vivem se arrependendo delas; pessoas que vivem se culpando (uma parte diz “faz”, e outra diz “não devia ter feito”); sintomas psicossomáticos, via possível para que os “corpos estranhos” possam se expressar; entre outras questões.

Um dos grandes objetivos em psicoterapia é permitir que o sujeito aceite e integre todas essas diferentes partes de si em um todo que faça sentido.


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Psicólogo Msc. Rodrigo Giannangelo
CRP 06/56201-2

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