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INDEPENDÊNCIA OU MORTE: SUBMISSÃO AFETIVA E ANULAÇÃO PSÍQUICA

Depender é estar sujeito a uma autoridade ou influência. É ser resultado ou consequência de alguém além de si mesmo.

Todos somos dependentes.

Começamos a vida quase absolutamente dependentes – na alimentação, na higiene, nas primeiras quedas, no contato com os primeiros desconhecidos.

Somos dependentes, prática e emocionalmente.

Quando a dependência se torna negativa?

  1. Quando a pessoa desconhece ou desconsidera suas próprias capacidades, e se coloca como carente de ajuda em situações em que não necessitaria;
  2. Quando a demanda por ajuda se fixa em uma única pessoa, a quem entregamos a responsabilidade pela satisfação de nossos desejos e, consequentemente, por nosso estado emocional.

Nessa relação dependente, alguém pode destruir a si mesmo para não perder a pessoa na qual depositou o destino de sua felicidade.

Quatro atitudes da dependência emocional

  1. Tentar tornar-se indispensável

Ser prestativo, fazer favores, satisfazer desejos, submeter sua vontade a vontade do outro etc. são atitudes cuja intenção é fazer a pessoa dependente parecer essencial à pessoa de quem depende. “Se não fosse por mim…”, “Para você ver, quem ia fazer isso assim…”, “Você pode ir procurar por aí, mas não vai encontrar ninguém que faça isso como eu”.

  • Colocar-se como vítima para que sintam pena

Enfatizando seus problemas e os transformando em tragédia, a pessoa dependente tenta uma espécie de “chantagem emocional”: quem seria desumano a ponto de se afastar de alguém que sofre tanto?

  • Manejo do medo e do ódio

Diante do medo da indiferença, a pessoa dependente pode buscar que o outro a odeie. Para a pessoa dependente, a existência de aspectos como sentimento, conexão, presença na vida do outro, mesmo que negativos, ainda é melhor que a indiferença.

  • Ameaça

A pessoa dependente tenta transferir ao outro o medo da perda que sente. Neste caso, o medo é o substituto do amor. “Se você for embora, não sei o que eu vou fazer, já não vou ter razão para continuar vivendo”, “Se você for embora, não vai voltar a me ver”, “Depois não chore, quando eu não estiver por perto”.

A dependência leva a pessoa a se sacrificar e renunciar a si em nome de alguém, porque sente que sem este alguém não pode viver.

Muitas de suas atitudes são formas de manipulação que tentam garantir a presença e a permanência do outro, mas por trás dessas estratégias existe um sofrimento real.

Perceber-se dependente não é simples, mas é o primeiro passo para a libertação.


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Psicólogo Msc. Rodrigo Giannangelo
CRP 06/56201-2

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