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VOLTA AO TRABALHO PRESENCIAL PODE PROVOCAR ESTRESSE, ANGÚSTIA E ANSIEDADE

Pesquisa feita e divulgada pela consultoria Robert Half mostra que, para 38% dos profissionais empregados, a saúde mental e o bem-estar psíquico pioraram durante pandemia.

Agora, ao mesmo tempo em que muitas atividades econômicas vão sendo retomadas, profissionais que se dedicaram ao home office nos últimos meses têm retornado ao ambiente das empresas.

Esse retorno pode suscitar preocupações e emoções complexas, o que pede especial atenção ao bem-estar psíquico destes trabalhadores.

A volta ao trabalho presencial pode gerar medo, afinal ainda vivemos uma pandemia. Para pessoas que estão desde março evitando frequentar locais públicos, a ideia de sair de casa, se locomover (muitas vezes, utilizando transporte público) e voltar a conviver com colegas de trabalho pode ser atemorizante.

O que será exatamente o “novo normal” é algo ainda bastante vago. A única certeza é que a rotina, que foi profundamente alterada no início da pandemia, deve agora sofrer novas adaptações.

Some a isso o fato de que, durante o isolamento, muitos trabalhadores desenvolveram formas diversas de sofrimento psíquico, cujas sequelas devem levar tempo a cessar.

“Protocolos psíquicos”

Outro dia, numa rede social, a postagem de uma empresa que está reabrindo suas portas dizia: “estamos seguindo todos os protocolos sanitários necessários para manter a saúde de nossos clientes e colaboradores”.

Parece justo.

Mas sabemos que esses dizeres se referem exclusivamente à saúde física das pessoas envolvidas.

A situação atual pede mais que isso. A gestão empresarial deve ser capaz de considerar questões emocionais que possam impactar a qualidade de vida e o retorno ao trabalho, e introduzir medidas para reduzir ou prevenir problemas.

Também é importante entender que, ao menos neste reinício, a saúde mental deve ser tratada de um modo “novo normal”. Isso significa, por exemplo, diminuir certas exigências relativas à performance, bem como preparar toda a equipe para respeitar que algumas pessoas estejam diferentes do que eram antes do isolamento (“Fulano está quieto demais”; “Sicrano anda muito pensativo”).

Por outro lado, as pessoas também devem ser incentivadas a fazer sua parte, buscando o autoconhecimento e trabalhando as próprias questões emocionais.

Em relação a isso, a pesquisa da Robert Half traz um dado positivo. 58% dos profissionais têm buscado ajuda online para manter a saúde mental e o bem-estar psíquico, número cinco pontos acima de estudo anterior.


ENTRE EM CONTATO:

Psicólogo Rodrigo Giannangelo
CRP-SP 56201

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Imagens: Freepik

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