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10 FILMES IMPERDÍVEIS PARA QUEM CURTE PSICOLOGIA

Confira a lista, comente, sugira! Filmes Psicologia.

1. O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen Alle – 1974)

FILMES PSICOLOGIA O Enigma de Kaspar Hauser 1974

Ele não sabia andar ou se comunicar, tampouco imaginava que havia outros seres como ele. Como trocavam sua comida durante seu sono, ele acreditava que sua alimentação aparecia como que por mágica, sempre após ele fechar os olhos. Sua vida muda quando um homem adentra sua prisão e o entrega de volta à sociedade, deixando-o de pé no meio de uma praça na cidade de Hamburgo.

2. A Experiência (Das Experiment – 2001)

FILMES PSICOLOGIA A Experiência 2001

Filme baseado numa experiência científica real. Uma equipe de cientistas convoca vinte homens de diferentes origens para um experimento psicológico em troca de dinheiro. Os participantes são colocados em uma prisão e divididos aleatoriamente em dois grupos: oito deles fazem o papel de guardas e os outros doze, de internos. Os presos devem apenas obedecer às regras impostas pelos colegas que representam os guardas. A experiência começa tranquilamente, mas, em pouco tempo, todos perceberão na pele a força dos papeis sociais, mesmo numa situação aparentemente “controlada”.

3. A Caça (Jagten – 2012)

FILMES PSICOLOGIA A Caça 2012

Lucas (Mads Mikkelsen) é um homem bom, adorado por seu filho e seus alunos. Após uma calúnia, ele inicia seu calvário pessoal, pois toda a comunidade passa a duvidar de sua inocência. O benefício da dúvida já auxiliaria o protagonista, mas a mensagem do filme em relação a isso é cruel: a sociedade tende à certeza e ao apedrejamento coletivo de modo irrefletido e irracional.

4. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of The Spotless Mind – 2004)

FILMES PSICOLOGIA Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças 2004

O filósofo John Locke compreendia que nossa identidade é definida pela repetida e constante autoidentificação. Ou seja, nossa memória é essencial na construção do ‘ser’. O que aconteceria, então, caso pudéssemos manipulá-la, apagando conteúdos que nos fizeram o que somos? O filme se aprofunda nessa discussão, tendo como mote a história do casal Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet).

5. Zorba – O Grego (Alexis Zorbas – 1964)

FILMES PSICOLOGIA Zorba – O Grego 1964

Cada personagem na adaptação da obra de Nikos Kazantzakis representa elementos da psicologia humana. Zorba é uma força livre da natureza, eficiente metáfora de (re)conexão com potencialidades criativas. O personagem vivido por Alan Bates chega à Grécia com a finalidade de tomar posse da herança deixada por seu pai. Ele representa o elemento comodidade, conduzido por motivações lógicas e cheio de regras autoimpostas. Afastou-se tanto de sua própria natureza/instinto, que drenou sua energia criativa. Esquecido de si mesmo, ele encontra sua antítese na forma do falastrão Zorba, que renuncia a qualquer controle, apaixonado pela vida. Do encontro entre controle e impulso, nasce uma grande amizade, que enriquecerá a experiência de vida de ambos.

6. Peixe Grande (Big Fish – 2003)

big fish 2003

O filho do protagonista é um jovem racional, ambicioso, preocupado com sua vida profissional, e sem paciência com seu pai, um senhor que conta sua vida por meio de (repetidas) narrativas extraordinárias. A notícia de que o pai tem uma doença terminal faz com que o jovem busque, pela última vez, conhecer aquela figura falastrona, que sempre o deixava envergonhado em festas e outras situações sociais. Angustiado com a recusa do pai em dizer “a verdade”, tornar-se comum, seu filho então decide conduzir uma pequena investigação, que o acaba levando a compreender o significado da fantasia e do lírico para a satisfação da alma humana.

7. A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi – 2001)

FILMES PSICOLOGIA A Viagem de Chihiro 2001

Chihiro e seus pais descobrem o que acreditam ser um parque de diversões abandonado, quando procuravam um atalho na estrada. As personagens encontram de forma inusitada um gatilho que desperta nelas a melhor fuga para seus problemas: um mundo paralelo, que reflete em lindas metáforas todos os estágios da vida, onde as jovens evoluem enfrentando obstáculos aparentemente impossíveis. Chihiro inicia o filme como uma garota ingênua, medrosa e mimada, tornando-se ao final uma mulher madura e valorosa. Miyazaki ainda encontra tempo em sua obra para incutir críticas à ambição capitalista.

 8. Henry – Retrato de Um Assassino (Henry: Portrait of a Serial Killer – 1986)

Henry – Retrato de Um Assassino 1986

Henry é um rapaz que vive com seu ex-colega de prisão e sofre de distúrbio que o leva a matar pessoas de formas bárbaras. Quando o colega e sua irmã, que também sofrem de perturbações psicológicas, descobrem seus feitos, são atraídos pela violência, mas ao mesmo tempo se tornam vítimas em potencial. O roteiro perturba o espectador pela crueza com que aborda o cotidiano do protagonista, um relato realista quase documental, elemento realçado pela fotografia suja. A ausência de qualquer personagem moralmente correto estabelece um tom depressivo e insere um subtexto de crítica à violência como entretenimento.

9. Taxi Driver (1976)

FILMES PSICOLOGIA Taxi Driver 1976

Travis Bickle (Robert De Niro) quer se misturar aos elegantes cidadãos que utilizam diariamente seu trabalho como motorista de táxi nas madrugadas. Porém, Travis nunca se interessou por cultura – despreza os livros – uma ignorância que alimenta o machismo e o racismo de sua personalidade. Sem noção de elegância, carrega uma jovem que acaba de conhecer para dentro de uma sala de cinema pornô. Em outro momento, aponta um revólver para a imagem de um negro sorridente na televisão. Ele não sabe se comportar socialmente, e como veterano de guerra na Marinha foi ensinado a apenas seguir ordens, sem questionamento. A guerra também é a experiência traumática que lhe garante uma insônia crônica, motivo que o leva a escolher sua profissão. Aos poucos, fica claro que a violência estimulada em sua formação militar será a única forma de expressão possível para ele.

10. Ela (Her – 2013)

Ela Her 2013

O protagonista vivido por Joaquin Phoenix trabalha inserindo emoções no subconsciente de estranhos, criando cartas escritas à mão. O futuro se mostra através de aparatos tecnológicos requintados, mas a realidade é afetivamente pobre: pessoas se cruzam nas ruas e não se encaram; indivíduos vivem em total solidão, mesmo rodeados. Samantha é a voz eletrônica do sistema operacional de um gadget, mas se revela a Theodore (Phoenix) o elemento que lhe falta: algo/alguém que se importa. Ela não é real, mas resultado de uma dedicada pesquisa no banco de dados dele. Ela suspira, não por necessitar de oxigênio, mas por perceber o efeito no processo de identificação que esse som causa no ser humano. Por outro lado, há a personagem vivida por Amy Adams, única mulher com quem Theodore se relaciona sem insegurança. Ela defende a frase: “Apaixonar-se é uma loucura. É como uma forma de insanidade socialmente aceitável”.


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Psicólogo Rodrigo Giannangelo
CRP-SP 56201

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