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COMO FUNCIONA UM DETECTOR DE MENTIRAS?

Como funciona um detector de mentiras?

Você sabe como funciona um detector de mentiras?

O detector de mentiras, também conhecido como polígrafo, é composto por um conjunto de sensores que medem o ritmo da respiração, a pressão sanguínea, os batimentos cardíacos e o suor na ponta dos dedos da pessoa examinada.

O funcionamento do aparelho se baseia na teoria de que essas reações do organismo se alteram quando mentimos.

Podemos voluntariamente criar uma versão irreal de uma história, ou seja, mentir. Porém, nosso corpo “sabe” que estamos mentindo, e responde de modo diferente de quando “sabe” que estamos dizendo a verdade.

Esta não é uma teoria amplamente aceita pela comunidade científica, o que dificulta a aceitação dos resultados de um polígrafo em processos judiciais, por exemplo.

Além disso, o teste depende fundamentalmente da habilidade do examinador, que deve conduzir o interrogatório de modo a propiciar situações de comparação entre possíveis verdades e mentiras.

Basicamente, os questionários têm 3 tipos de pergunta:

– Relevantes: são perguntas sobre aquilo que o examinador quer investigar. Por exemplo, para o suspeito de um crime, poderia ser questionado: “Você tem alguma responsabilidade pelo desaparecimento de Fulano?”

– Irrelevantes: servem apenas para confundir e dar ritmo ao teste, como “você já almoçou?”

– Controle: são perguntas cuja resposta verdadeira é ‘sim’ para quase todas as pessoas. Por exemplo, “Você já teve atração sexual por alguém casado?”. Como as pessoas têm vergonha em admitir, e acham que aquilo não tem relevância para o teste, acabam mentindo. Com isso, o examinador consegue medir as reações físicas do examinado ao mentir.

Se as alterações na respiração, transpiração etc. forem maiores nas perguntas de controle (mentira) do que nas relevantes, o examinado passa no teste. Se forem maiores nas perguntas relevantes, não passa.

Há quem garanta que é possível “enganar” o polígrafo. A organização americana Anti-Polygraph ensina truques com esse objetivo.

O segredo estaria em identificar as perguntas de controle e, ao mentir nelas, provocar alterações mais fortes no organismo, mordendo discretamente a língua ou respirando um pouco mais rápido, por exemplo. Assim, a comparação destas reações com as perguntas relevantes tende a apresentar resultado positivo.


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Psicólogo Rodrigo Giannangelo
CRP-SP 56201

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