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05 MECANISMOS DE DEFESA QUE USAMOS SEM PERCEBER

Mecanismos de defesa psicológica são modos de sentir, pensar e/ou agir que desenvolvemos, em geral de modo inconsciente, para proteger-nos de alguma forma intensa de dor psicológica. São tentativas de preservar o ego, ou seja, nossa identidade, nossa noção de ‘eu’.

Por esse motivo, o trabalho terapêutico foca os mecanismos de defesa para chegar à raiz dos problemas psicológicos de que eles tentam se defender.

A seguir, estão alguns dos mecanismos de defesa psicológica mais comuns, apresentados de modo simples e didático.

1. Negação

mecanismos de defesa negação

A negação é um mecanismo de defesa bastante utilizado, e um dos mais fáceis de detectar.

Como o próprio nome sugere, alguém que está em negação se recusa a aceitar o que está ocorrendo em uma certa situação. Assim, esconde de si o problema e procura evidências que provem o oposto da realidade.

Por exemplo, imagine que você conhece uma mulher cuja filha sofre de depressão. A mãe, porém, não aceita que a filha esteja passando pelo problema. Em vez disso, usa as notas altas e o bom comportamento da menina como evidência de que está tudo bem.

Ou seja, a mãe está em negação. A incapacidade (pela tristeza, pela dor, pela decepção) de reconhecer o transtorno da filha propiciou que isso acontecesse.

2. Repressão

A repressão é bem conhecida no ambiente da psicoterapia, e pode ser muito difícil de resolver.

Ela ocorre quando o indivíduo experimenta uma situação traumática (muito dolorosa), com a qual não consegue conviver.

Por exemplo, há pessoas que passam por acidentes ou situações de abuso e têm as principais cenas desses eventos “apagadas” da memória.

A repressão afasta o acontecimento do indivíduo, impedindo que se lembre dele. Ainda assim, a violenta energia contida nessas ocorrências pode se manifestar de outras formas, como sintomas psicológicos.

3. Racionalização

Outro mecanismo de defesa muito comum é a racionalização.

Racionalizar significa tentar explicar e justificar racionalmente uma situação afetivamente dolorosa. Ao buscar a racionalização, o indivíduo deseja se livrar da sensação caótica dos afetos e se agarrar à impressão de controle oferecida pela razão.

Por exemplo, digamos que uma mulher recentemente perdeu o marido. Contudo, em vez de enfrentar o processo de luto e lamentar sua perda, ela passa o tempo pensando e falando sobre o custo e a logística do funeral. Esse apego à lógica tem a intenção de manter sua mente fora do problema real.

4. Projeção

projeção

No mecanismo de defesa conhecido como projeção, alguém toma algo seu e “joga” em outra pessoa, como um projetor de cinema sobre uma tela. Com isso, passa a ver aquele conteúdo como algo fora de si, como se não fosse mais seu, mas da pessoa em quem projetou.

Geralmente, projetamos sentimentos que não queremos admitir em nós mesmos. Ou seja, conteúdos projetados são quase sempre coisas de que a pessoa quer se livrar.

Como exemplo, pense em um homem extremamente ciumento, que aborrece sua companheira implicando com o jeito como ela se veste, com quem fala, aonde vai etc.

O medo de ser traído é constante e intenso. De repente, você descobre que esse homem já teve vários casos extraconjugais, enquanto a companheira não dá qualquer indício concreto de traição. O homem projetou na mulher sua incapacidade de se manter fiel.

5. Compensação

Quem sente que não consegue um bom desempenho em uma área importante da vida pode usar outras áreas para tentar compensar e, com isso, suprir essa área “carente”.

Por exemplo, digamos que uma mulher busca a aprovação de sua mãe.

A mãe comenta com frequência sobre a incapacidade da filha de manter um emprego estável, mas a moça tem ótimas habilidades de limpeza, que usa para ajudar em casa.

Ela pensa consigo: “Eu posso não ser capaz de manter um emprego e impressionar minha mãe, mas sou ótima em limpeza, e posso impressioná-la com isso”. Assim, investe grande parte de seu tempo e empenho realizando tarefas de limpeza, acreditando que, dessa maneira, vai conquistar o desejado reconhecimento da mãe.


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Psicólogo Msc. Rodrigo Giannangelo
CRP 06/56201-2

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