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APEGO NÃO É AMOR. APEGO É REAÇÃO AO MEDO

APEGO NÃO É AMOR. APEGO É REAÇÃO AO MEDO, COMO LUTAR OU FUGIR…

Quando nos percebemos em risco, nosso organismo reage para nos defender.

Algumas dessas respostas a ameaças são bem conhecidas. Por exemplo, aprendemos na escola que, quando sentimos medo, uma série de reações fisiológicas ocorre para preparar nosso corpo para um de dois comportamentos possíveis: lutar ou fugir.

Mas há outras respostas, menos conhecidas, que também podem surgir em decorrência de situações ameaçadoras.

O apego é uma delas.

Em resumo, podemos dizer que, diante de tais situações de risco, alguns de nós lutam. Alguns de nós fogem. E alguns de nós… Apegam-se.

Agarramo-nos a alguém, ocupando seu espaço vital e violando limites – nosso e dele. Sentimos ciúme, exigimos dedicação afetiva. Fazemos demais, e depois reclamamos quando não nos sentimos igualmente amados.

Trata-se de uma reação desesperada, de momento. Ao longo prazo, é insalubre (assim como as respostas de lutar ou fugir).

APEGO

COMO SUPERAR O APEGO COMO RESPOSTA AO MEDO?

De certo modo, precisamos superar a nós mesmos.

Precisamos, primeiro, admitir que a incerteza é a regra. Não controlamos quase nada do que acontece no universo, nem mesmo em nossas próprias vidas.

Também precisamos compreender que apego não é amor. Muitas pessoas que têm apego (que poderíamos descrever como uma espécie de “vício”) acreditam que amam – aliás, que “amam demais”. Percebo que há sempre uma dificuldade em estabelecer limites por trás deste “eu amo demais”.

O apego não tem a ver com o amor, mas com o medo. E com uma crença de que o mundo fora de nós está lá para nos unirmos a ele (e o submetermos à nossa vontade).

DESAPEGADO NÃO SIGNIFICA DESCONECTADO

A verdadeira conexão entre pessoas tem a ver com o amor; nem com o apego, nem com o medo. O amor não se dá como resposta a uma situação urgente, mas de forma leve e pacífica.

O não-apego não implica indiferença ou apatia, mas aceitação do outro como ele é. É não-ansiedade e não-presunção.

“Amar é não pedir nada em troca, nem mesmo sentir que você está dando algo, e é apenas esse amor que pode conhecer a liberdade.” Jiddu  Krishnamurti

PRATICANDO O DESAPEGO

As dicas abaixo não pretendem ser um guia definitivo. Ao contrário, são apenas alguns lembretes para você refletir cotidianamente. Com isso, você exercitará, aos poucos, sua capacidade de desapego:

– Desenvolva um senso de segurança próprio, para não ter que procurá-lo externamente;

– Conheça seus limites, para não os confundir com os limites dos outros;

– Admita que cada pessoa é responsável por suas próprias escolhas;

– Para amar, é preciso estar completo. Você não pode usar o outro para preencher suas lacunas pessoais;

– Exercite mecanismos e comportamentos de enfrentamento de riscos mais saudáveis;

– Para amar, é preciso ser si mesmo, e aceitar que a outra pessoa seja si mesma.


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